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Saiba mais

por ASCOM publicado 23/06/2017 15h17, última modificação 06/07/2017 16h53

O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no estado de São Paulo e seu curso d’água percorre a região de Minas Gerais até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra (RJ). No leito do rio, estão localizados importantes reservatórios de usinas hidrelétricas, como Paraibuna, Santa Branca e Funil.

Por estar localizada entre os maiores polos industriais e populacionais do País, a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul tem um importante papel. Além disso, se destaca também pelos acentuados conflitos de usos múltiplos da água e pelo peculiar desvio das águas para a bacia hidrográfica do rio Guandu, com a finalidade de gerar energia e abastecer a população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Forma-se, assim, o Sistema Hidráulico do rio Paraíba do Sul - um complexo conjunto de estruturas hidráulicas existentes nas bacias hidrográficas dos rios Paraíba do Sul e Guandu, que interliga as duas bacias.

Os principais usos da água são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica.

Mesmo com o importante papel no cenário nacional, a bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul passa por uma das piores secas desde o início dos registros dos níveis dos rios, em 1930. Como medida para o enfrentamento dessa crise de escassez hídrica, a Agência Nacional de Águas (ANA) vem emitindo resoluções com o objetivo de preservar os estoques disponíveis de água no reservatório equivalente desta Bacia, composto pelos barramentos de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. E os planos de ações complementares descrevem medidas adicionais para minimizar os efeitos deste período crítico.

De acordo com a Resolução ANA vigente, é necessário reduzir o limite mínimo de descarga de 190 m³/s para 110 m³/s em Santa Cecília. Assim como a descarga mínima a jusante dos reservatórios de Paraibuna, de 30 m³/s para 7 m³/s, do reservatório de Santa Branca, de 40 m³/s para 10 m³/s, do reservatório de Funil, de 80 m³/s para 60 m³/s, e do reservatório de Jaguari, de 10 m³/s para 4 m³/s.

A operação dos reservatórios do Paraíba do Sul é discutida periodicamente no âmbito do Grupo de Trabalho Permanente de Acompanhamento da Operação Hidráulica do Paraíba do Sul (GTAOH), do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), que conta, entre outros, com a participação de representantes dos órgãos gestores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.