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Países da América Central discutem cooperação na gestão de recursos hídricos

por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 10/11/2017 18h00 última modificação: 14/11/2017 18h32
Representantes de países da América Central discutem gestão de recursos hídricos na região em Santo Domingo, República Dominicana.

Representantes de países da América Central discutem gestão de recursos hídricos na região em Santo Domingo, República Dominicana.

Entre 9 e 10 de novembro, a cidade de Santo Domingo, na República Dominicana, sedia reunião dos representantes dos órgãos de recursos hídricos da América Central, cujo objetivo é promover debates sobre as forças e desafios relacionados à gestão da água nos seguintes países: Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e no país anfitrião. Os governos do Brasil, representado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e da República Dominicana apoiam o encontro. 

Os participantes do encontro discutem a necessidade de se fortalecer a atuação dos governos locais, os quais foram apontados como atores centrais para a gestão de recursos hídricos. Também foram colocados como desafios: garantir a participação cidadã nas discussões sobre recursos hídricos, aprimorar ou criar estruturas de regulação e de marcos normativos para a gestão e garantir recursos financeiros para estruturação e articulação institucionais. 

Os representantes dos países discutem também a necessidade de desenvolver mecanismos de articulação com as diversas iniciativas e instituições existentes na região. Com isso o grupo busca produzir uma agenda coordenada, que deve ser apresentada às autoridades nacionais relacionadas aos recursos hídricos e deve ser levada pelos representantes da região ao 8º Fórum Mundial da Água, maior evento do mundo sobre recursos hídricos. Marcada para acontecer em Brasília, entre 18 e 23 de março de 2018, esta será a primeira edição do Fórum no Hemisfério Sul.

Para os representantes dos países da região, uma das forças em comum identificadas foi a existência de diversas estruturas de governança voltadas à gestão dos recursos hídricos em escala nacional. Outro ponto forte dos países em questão são os mecanismos de coordenação, que contam com a participação de governos locais, atores comunitários e sociedade civil nos debates sobre água.

Durante a oficina de trabalho as discussões também contemplam as propostas que deverão integrar a Agenda para o Desenvolvimento da Gestão Hídrica para a região, que contém 24 atividades para contribuir para o cumprimento de três ações prioritárias. São elas: fortalecer as capacidades, mediante a gestão do conhecimento, para a gestão integrada dos recursos hídricos; fortalecer a governança e os marcos legais para a gestão integrada; e desenvolver e implementar mecanismos de financiamento que atendam ao uso e proteção dos recursos hídricos.

A Agenda para o Desenvolvimento da Gestão Hídrica resulta de um trabalho de cooperação composto de metodologias de facilitação de diálogos em grupos. Desta forma, foi possível chegar a uma construção participativa, horizontal e transparente de propostas pelos representantes dos países da América Central.