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Compartilhamento de água e participação social dão o tom na abertura do Fórum

publicado: 19/03/2018 14h15 última modificação: 23/03/2018 15h16
Exibir carrossel de imagens Raylton Alves / Banco de Imagens ANA Diretor da ANA e diretor executivo do Fórum, Ricardo Andrade discursa na abertura do evento

Diretor da ANA e diretor executivo do Fórum, Ricardo Andrade discursa na abertura do evento

O auditório máster do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com capacidade de 2.700 pessoas, ficou lotado na solenidade de abertura oficial do 8º Fórum Mundial da Água, que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 19 de março, e contou com a participação de delegações internacionais, como Senegal e Japão.

A cerimônia começou com a transmissão ao vivo do encontro de chefes de Estado no Palácio do Itamaraty, onde o presidente da República, Michel Temer, recebeu autoridades, como: o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito; o presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Espírito Santo Carvalho; o presidente da Hungria, Janos Áder; o presidente da República Cooperativa da Guiana, David Granger; e o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos.

Durante a transmissão falaram para os participantes do Fórum o presidente Temer; o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; e o presidente do Conselho Mundial da Água (WWC, na sigla em inglês), Benedito Braga. O presidente da República destacou em sua fala a importância da cooperação entre os países na temática da água. Já o governador do DF ressaltou o sucesso de público do evento, que apenas no fim de semana recebeu 25 mil visitantes, sendo que a previsão inicial era de um público de 45 mil pessoas entre 17 e 23 de março. Por sua vez, Braga enfatizou a necessidade de compartilhamento de bacias hidrográficas internacionais e falou sobre o papel de integração que a água deve proporcionar entre as nações.

No Centro de Convenções, o primeiro a discursar foi o presidente de honra do WWC, o francês Loïc Fauchon. Na sequência, Ricardo Andrade, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) e diretor executivo do 8º Fórum Mundial da Água, em discurso emocionado, destacou a jornada para a escolha do Brasil como sede desta edição do Fórum e os desafios enfrentados pelas equipes na organização desta edição do maior evento sobre água do planeta, que está sendo realizado pela primeira vez no hemisfério Sul.

Entre as inovações do 8º Fórum, Ricardo Andrade destacou a realização da Vila Cidadã e da Feira, espaços gratuitos e que estimulam a participação social no evento, uma iniciativa inédita na história do Fórum, iniciada em 1997 no Marrocos. Andrade também destacou a parceira com o grupo brasiliense Chefs nos Eixos, que é responsável pela parte de alimentação dos participantes do Fórum. Ricardo falou, ainda, sobre a entrada do subprocesso de juízes e promotores na organização do evento, incluindo pela primeira vez este público nas discussões. Outro ponto destacado pelo diretor foi a plataforma on-line Sua Voz. "Uma outra inovação desta edição foi uma plataforma de consulta na internet, ampla e democrática, chamada Sua Voz, que teve contribuições de milhares de pessoas, que foram decisivas na escolha e definição dos temas que serão discutidos nas sessões do Fórum", afirmou.

Plenária Temática

Na sessão Plenária de Abertura do Processo Temático, às 14h30, o presidente do Comitê Temático, Torkil Clausen, destacou que o Fórum Mundial da Água não é uma negociação, mas uma plataforma de discussão que molda a agenda em torno da água. “Todo diálogo tem um contexto e no nosso caso é a Agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e como o tema água influenciará esta agenda”, disse.

Torkil Clausen orientou a plateia a se guiar pelos ODS e, ao participar das sessões, questionar e influenciar as mensagens que vão emergir do 8º Fórum Mundial da Água para outros fóruns globais. “Por que se está discutindo e o que é importante para alcançarmos a agenda da ONU de 2030? O que você recomendará aos seus países e seus programas? Como as empresas apoiarão a Agenda 2030?“

Ana Paula Fioreze, superintendente adjunta de Operações e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas, destacou a importância de se ter sessões dinâmicas e com equilíbrio de representações, dando voz a jovens, a pessoas de diferentes regiões do globo, e com equilíbrio de gênero. Por isso, em todas as sessões temáticas haverá mulheres  em papéis relevantes, como: moderadoras, palestrantes e apresentadoras de painéis temáticos. Nestas discussões também participarão necessariamente jovens de até 35 anos e que atuam na temática de recursos hídricos.

Cada representante temático apresentou um resumo sobre os assuntos das discussões prévias nos grupos. No tema Pessoas, por exemplo, nas discussões anteriores ao Fórum água e saúde foram destaque, sobretudo, como aumentar o acesso e o bem-estar e reduzir o número de doenças decorrentes de água contaminada. Já sobre o tema Urbano foi mencionado que o aumento crescente da população nas cidades, o impacto das mudanças climáticas e a vulnerabilidade social trazem a necessidade de medidas de adaptação e um o planejamento mais ágil para enfrentar tais desafios.

Durante a abertura também foi lançado um selo especial dos Correios alusivo ao 8º Fórum Mundial da Água.

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