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Christianne Dias e Ricardo Andrade participam de evento na ONU

por ASCOM/ANA publicado: 18/07/2018 17h58 última modificação: 26/09/2018 12h30
Thiago Serrat / Banco de Imagens ANA Ricardo, representante do Senegal e Christianne

Ricardo, representante do Senegal e Christianne

A Diretora-presidente, Christianne Dias, e o diretor Ricardo Andrade participam esta semana do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável na sede das Nações Unidas. As reuniões e eventos do Fórum começaram na semana passada, quando os trabalhos, que contaram com a presença do diretor Ney Maranhão, se concentraram em discussões e diálogos sobre a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030.  Esta semana, houve também reuniões de alto nível sobre este e outros temas e evento paralelo sobre o 8º Fórum Mundial da Água.
 
Segundo Christianne, "assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos (ODS 6) será um trabalho que exigirá um grande esforço, notadamente no Brasil devido a sua dimensão geográfica e populacional e também a sua enorme diversidade climática e cultural”.
 
A diretora-presidente participou da abertura do segmento ministerial de alto nível do Conselho Econômico e Social (ECOSOC); de encontro sobre a Implementação do ODS 12 (assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis), representando o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte; de discussões, junto com o diretor Ricardo Andrade, sobre a plataforma Sua Voz, e do evento Paralelo Oficial sobre o 8º Fórum Mundial da Água, que pode ser assistido pelo clicando aqui.  Na foto, os dois diretores estão ao lado do de Bai Mass Taal, representante do Senegal, país que abrigará o 9º FMA.
 
Ricardo Andrade apresentou os resultados do 8º FMA e também participou de reuniões sobre Parceria ANA-UN Environment para o Programa GemsWater (Qualidade de Água) e de sessão sobre Soluções Sustentáveis para Água e Energia .  Em sua apresentação sobre os resultados do 8º FMA, o diretor disse que o" evento foi bem sucedido em seus três objetivos: aumentar a visibilidade da água nas agendas dos governos, promover uma plataforma de troca e discussão e mobilizar a comunidade internacional e tomadores de decisão com relação a políticas públicas sobre o tema".
 
ODS - O Decreto Presidencial 8.892, de 2016, estabeleceu uma governança ao processo de implementação da Agenda 2030 no Brasil, e criou a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS). Trata-se de uma instância colegiada, de natureza consultiva e paritária, responsável pelo processo de articulação, mobilização e diálogo com os entes federativos e a sociedade civil para a implementação da Agenda 2030.  Acompanhe as ações da Agenda 2030 no Brasil, na página criada pelo IBGE, que conta com parceria da ANA.
 
A ANA está envolvida em várias parcerias e atividades com relação aos ODS. A Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos está trabalhando na produção de séries históricas para os indicadores de mediação das metas do ODS 6. A previsão é que a publicação seja divulgada em novembro.  
A Agência estabeleceu parcerias com as duas instituições de assessoramento técnico permanente da Comissão, o IPEA e o IBGE , para o desenvolvimento do temas relacionados ao ODS 6.
 
Com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o IPEA, a ANA firmou parceria para o desenvolvimento de estudos e proposições de medidas e arranjo técnico-institucional para o cumprimento dos ODS 6, sobre água e saneamento, que inclui  diagnóstico de políticas, experiências de gestão, indicadores e proposta de implementação de monitoramento das metas. O projeto é coordenado pelo IPEA e conta com o acompanhamento técnico da ANA.
 
Com o IBGE, a ANA desenvolve parceria sobre os indicadores do ODS 6, tendo como base o indicador relacionado à eficiência no uso da água para as Contas Econômicas Ambientais da Água, parceria que iniciou em 2012 e consolidou seu primeiro resultado com a publicação das “Contas Econômicas Ambientais da Água no Brasil”, lançada em evento no Espaço Brasil no 8° Fórum Mundial da Água.  A Agência também participa dos “Encontros de Produtores de Informações visando à Agenda 2030” e das “Oficinas de adequação de metas dos ODS”, coordenadas pelo IPEA.
 
Duas outras parcerias foram estabelecidas com a FIOCRUZ, referente a agenda global pós-2015: água e direitos humanos e a uma plataforma de indicadores sobre água, saneamento e saúde, relacionados aos ODS 3 e 6. A Agência foi convidada a realizar revisão externa do ODS 6 Synthesis Report on Water and Sanitation 2018, coordenado pela World Water Assessment Program/UNESCO por solicitação do UN Water.
 
São metas do ODS 6 até 2030 :
 
  • alcançar até 2030: o acesso universal e equitativo a água potável e segura para todos; acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade;
  • melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente;
  • aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água;
  • implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado;
  • ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso; apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento;
  • proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos até 2020.