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ANA autoriza operação para limpeza do reservatório da hidrelétrica Aimorés (ES/MG)

Até 31 de março de 2019, a operadora da usina poderá rebaixar o nível do reservatório para permitir a remoção de sedimentos no sentido a jusante (rio abaixo) da barragem da UHE Aimorés durante o período chuvoso, quando as vazões aumentam no rio Doce.
por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 28/11/2018 17h49 última modificação: 28/11/2018 17h49
Zig Koch / Banco de Imagens ANA Rio Doce em Colatina (ES)

Rio Doce em Colatina (ES)

Para reduzir a quantidade de sedimentos no fundo do reservatório da hidrelétrica Aimorés (MG/ES), no rio Doce, a Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou a operação de Passing Through na usina até 31 de março de 2019 em caráter excepcional. Esta técnica consiste no rebaixamento do nível de operação do reservatório para permitir que a água que chega a ele mova os sedimentos a jusante (rio abaixo). Com esta ação, a expectativa é de que sejam criadas condições para escavação de bancos de sedimentos na área de remanso do reservatório da usina hidrelétrica (UHE). 

O Passing Through deverá ser adotado pela Aliança Geração de Energia S.A., operadora da usina, das 7h30 às 17h30. O reservatório também deverá ter sua operação próxima à cota de 89,8m durante o período chuvoso na região, que já começou e historicamente se estende até março. Caso a vazão prevista que chega ao reservatório seja de 2.500m³/s ou mais, o nível da água será rebaixado à cota de 89m. Se a vazão afluente prevista for igual ou superior a 3.000m³/s, o rebaixamento será ainda maior: até a cota 88,5m. Alcançando este nível, a operação será mantida a fio d’água, ou seja, o mesmo volume de água que entrar em Aimorés, terá que sair. 

A Resolução ANA nº 92/2018, publicada no Diário Oficial da União de hoje, estabelece que, durante a operação de Passing Through, a Aliança Geração de Energia S.A. deverá manter sistema de monitoramento da qualidade da água no reservatório e a jusante dele para detectar eventuais alterações significativas da qualidade da água que possam inviabilizar as captações de água. A empresa também deverá verificar se a medida impactará os sistemas públicos de abastecimento de água das cidades no entorno do reservatório e abaixo da barragem, especialmente nos municípios capixabas de Baixo Guandu, Colatina e Linhares. 

A operação de Passing Through poderá ser interrompida se acontecerem alterações significativas na qualidade ou nas concentrações de sedimentos da água captada e tratada para abastecimento a jusante da UHE Aimorés. Esta interrupção durante o rebaixamento do nível da água só será adotada se não forem encontradas soluções em tempo hábil. 

A cada rebaixamento do reservatório, a Aliança Geração de Energia S.A. deverá comunicar, com pelo menos sete dias de antecedência, o início da operação de Passing Through a diversas instituições. São elas: ANA, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-DOCE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Agência Estadual de Recursos Hídricos do Espírito Santo (AGERH), Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (IEMA), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), além de prefeituras e sistemas de abastecimento de Baixo Guandu, Colatina e Linhares. 

UHE Aimorés 

Também conhecida como Usina Hidrelétrica Eliezer Batista, a UHE Aimorés foi inaugurada em maio de 2016 e seu reservatório abrange os municípios mineiros de Aimorés, Itueta e Resplendor, além de Baixo Guandu (ES). O potencial de geração deste aproveitamento hidrelétrico é de 330MW, sendo 172MW de energia média assegurada em operação.