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Aluna da UNESP é a primeira a concluir mestrado sobre gestão e regulação de recursos hídricos

publicado: 09/03/2018 18h30 última modificação: 12/03/2018 12h14

Nesta sexta-feira, 9 de março, no Campus de Ilha Solteira (SP) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), a aluna Lucíola Guimarães se tornou a primeira a defender dissertação no mestrado profissional em rede nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua). A mestranda apresentou o trabalho Qualidade e Ecotoxicidade da Água da Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados (SP) e foi aprovada pela banca examinadora. 

Lucíola é engenheira ambiental e concluiu suas atividades do ProfÁgua em 18 meses, sendo que o curso tem duração de 24 meses. A Professora Doutora Juliana Heloisa Pinê Américo Pinheiro foi a orientadora do trabalho. 

Fomentado desde 2015 pela Agência Nacional de Águas (ANA), o ProfÁgua é coordenado e oferecido pela UNESP, Campus de Ilha Solteira. Em 2016, cinco instituições além da Universidade Estadual Paulista integravam a Rede Nacional do ProfÁgua. São elas: 

  • Universidade do Estado do Amazonas (UEA);
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);

Em 2017 outras oito universidades passaram a integrar a Rede Nacional:

  • Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Ji-Paraná;
  • Universidade Federal de Roraima, em Boa Vista;
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Sumé (PB);
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador;
  • Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), em Cuiabá;
  • Universidade de Brasília (UnB), no Campus de Planaltina;
  • Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), em Itabira (MG);
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Campo Mourão.

No total, estas instituições de ensino superior disponibilizaram 274 vagas para o mestrado profissional, que é voltado para profissionais que atuam em órgãos gestores de recursos hídricos nas esferas federal, estadual e municipal. Este programa de pós-graduação stricto sensu também tem como objetivo formar profissionais de agências de água, comitês de bacias hidrográficas ou conselhos de recursos hídricos. Neste mestrado os trabalhos de conclusão do curso devem ter um caráter de conhecimento aplicado, podendo ser no formato de manuais operativos, relatórios técnicos, aplicativos, patentes, artigos, sistemas ou mesmo dissertações. 

Com esta iniciativa, a ANA busca contribuir para a melhoria da gestão e regulação das águas do País. Nesse sentindo, investiu R$ 6,5 milhões para o funcionamento do curso nos seus primeiros anos de existência, através da descentralização de recursos para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que avaliou o ProfÁgua com nota 4, nota máxima para novos cursos. 

No mestrado há quatro linhas de pesquisa: Ferramentas Aplicadas aos Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos; Metodologias para Implementação dos Instrumentos de Gestão de Recursos Hídricos; Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos; Segurança Hídrica e Usos Múltiplos da Água. 

Segundo a Lei nº 9.984/2000, que criou a Agência Nacional de Águas, cabe à instituição estimular a pesquisa e a capacitação de recursos humanos para a gestão de recursos hídricos. Por isso, a ANA oferece cursos continuamente para representantes de entidades que integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para a sociedade em geral. Desde 2000, a Agência já capacitou mais de 100 mil pessoas. Para saber mais, acesse o Portal Capacitação para a Gestão das Águas. A página oferece cursos gratuitos nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância (EaD).