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IV Fórum Mundial das Águas no México destacará experiências locais de gestão

por ASCOM/ANA publicado 01/02/2006 00h00, última modificação 14/03/2019 16h34
Entre os dias 16 e 22 de março acontece na cidade do México o IV Fórum Mundial das Águas. O encontro dará prioridade este ano às experiências locais de gestão para enfrentar os desafios globais pela qualidade e quantidade de água no futuro. A iniciativa é do Conselho Mundial da Água e reunirá nome
Entre os dias 16 e 22 de março acontece na cidade do México o IV Fórum Mundial das Águas. O encontro dará prioridade este ano às experiências locais de gestão para enfrentar os desafios globais pela qualidade e quantidade de água no futuro. A iniciativa é do Conselho Mundial da Água e reunirá nomes internacionais para troca de informações e idéias sobre a gestão da água.
O Brasil vai apresentar a experiência de gestão de águas das bacias do Paraíba do Sul, São Francisco e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o PCJ, e o banco de águas do sistema Cantareira que abastece a cidade de São Paulo. “Esta é uma oportunidade única para o Brasil mostrar ao mundo os avanços alcançados na área de recursos hídricos” afirma o diretor da Agência Nacional de Águas e vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga. Ele informa que o fórum do México vai discutir, entre outros temas, as metas para a área de saneamento aprovadas pelos países que participaram da Conferência de Joanesburgo em 2002.
Segundo Benedito Braga, em Joanesburgo os países se comprometeram com metas para 2015 no que se refere ao acesso à água de qualidade para as populações e também à coleta e tratamento de esgoto. “No Brasil 80% da população têm acesso à água, mas precisamos avançar muito ainda na coleta e tratamento de esgoto” afirma o diretor da ANA. Uma das experiências locais que o Brasil vai levar é o banco de águas, instituído na renovação da outorga do sistema Cantareira pela ANA e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp. O ano de 2005 foi o primeiro pós-outorga do Sistema Cantareira. Para o corpo técnico da ANA o bom volume de vazões mínimas no sistema Cantareira é um indício de que o banco de águas criado setembro de 2004 será um exemplo de sucesso que poderá se repetir em outros casos de gestão compartilhada.
O banco de águas é um modelo em que os usuários, por intermédio de uma fórmula matemática, retiram e/ou guardam quantidades de água ao longo do ano, dependendo de suas necessidades. Na renovação da outorga do Sistema Cantareira, em São Paulo, a Sabesp e ANA fizeram um acordo para a instituição do Banco de Águas. Cada usuário tem direito a uma quantidade mínima de metros cúbicos. Ao longo de doze meses o usuário pode utilizar toda a água ou apenas uma parte. O que ele não usar fica virtualmente guardado ali. A fórmula mostrou-se correta porque permite que a água seja usada com parcimônia, sobretudo no período de seca. O resultado da iniciativa já pode ser visto nas medições das vazões mínimas do rio Piracicaba. O rio apresentou no ano passado o maior volume constante de água dos últimos 21 anos.