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Banco Mundial e governo devem fechar acordo para financiar obras hídricas no país

por ASCOM/ANA publicado 25/10/2006 00h00, última modificação 14/03/2019 16h34
Banco Mundial e governo devem fechar acordo para financiar obras hídricas no país De Juliana Andrade Repórter da Agência Brasil Brasília - O governo brasileiro e o Banco Mundial (Bird) devem fechar até o final do ano um acordo de empréstimo para financiar o P
Banco Mundial e governo devem fechar acordo para financiar obras hídricas no país

De Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O governo brasileiro e o Banco Mundial (Bird) devem fechar até o final do ano um acordo de empréstimo para financiar o Programa de Desenvolvimento Sustentável de Recursos Hídricos (Proágua Nacional), destinado à realização de obras hídricas em todas as regiões do país. Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, José Machado, nos próximos três anos devem ser investidos US$ 200 milhões, dos quais metade virá do Bird.

“Esse acordo está sendo negociado e esperamos assiná-lo até o final do ano, se tudo correr bem”, informou hoje (25) Machado, antes de abrir o 1º Workshop Brasil-China na Área de Recursos Hídricos, que se realiza em Brasília. De acordo com o diretor, a implementação do Proágua Nacional representará a expansão do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Recursos Hídricos para o Semi-árido Brasileiro (Proágua Semi-árido), concluído este ano.

De acordo com o diretor-presidente, a iniciativa “trouxe benefícios extraordinários ao Nordeste brasileiro, não só em termos de infra-estrutura hídrica, mas em termos de gestão de recursos hídricos”. O superintendente de Implementação de Programas e Projetos da ANA, Paulo Varella, explicou que o Proágua Semi-árido foi implementado durante oito anos, nos nove estados da região Nordeste e em Minas Gerais. Nesse período, segundo ele, cinco milhões de pessoas passaram a ter acesso à água de qualidade.

“Isso tem um impacto forte na saúde, no êxodo rural e, além disso, todo um sistema de gerenciamento foi montado com a ajuda desse programa”, destacou Varella. “Eu diria que nós temos um semi-árido anterior e posterior ao Pro-água nesses últimos oito anos”, avaliou.

De acordo com o superintendente, a expectativa é, com a expansão do programa, as ações tenham início no começo do ano que vem nas demais regiões, numa parceria com os governos estaduais. “Vamos expandir essa mesma idéia de que, através de um gerenciamento correto, a gente possa levar agora às outras regiões do país um ordenamento correto, a implementação de um sistema com o apoio desse programa para que a gente possa enfim levar água de boa qualidade para toda a população brasileira”, completou Varella.

O Proágua Nacional também terá duas vertentes, segundo ele: a realização de obras, conduzida pelo Ministério da Integração Nacional, e a de gerenciamento, a cargo da Agência Nacional de Águas.