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ANA sugere que água seja centro de políticas públicas

por ASCOM/ANA publicado 26/03/2008 00h00, última modificação 14/03/2019 16h34
O assessor parlamentar da Agência Nacional de Águas (ANA), Cláudio Di Mauro, afirmou que a água precisa ser incluída no centro de desenvolvimento de todas as políticas públicas do País. Ele destacou que só com o envolvimento de toda a sociedade será possível avançar nessa área. Como exemplo, Cláudi
O assessor parlamentar da Agência Nacional de Águas (ANA), Cláudio Di Mauro, afirmou que a água precisa ser incluída no centro de desenvolvimento de todas as políticas públicas do País. Ele destacou que só com o envolvimento de toda a sociedade será possível avançar nessa área. Como exemplo, Cláudio Di Mauro citou o envolvimento dos parlamentares na busca de recursos para a revitalização de rios, tais como o dos Sinos, no Rio Grande do Sul, e do Taquari, no Pantanal Mato-grossense, onde estão sendo aplicados R$ 5 milhões, provenientes de uma emenda de bancada.

O assessor convidou os parlamentares a apresentar as ações desenvolvidas na área de gestão de recursos hídricos em eventos previstos para os próximos meses, como o Fórum das Águas das Américas, em novembro, em Foz do Iguaçu, a Exposição Internacional sobre Águas, em Zaragoza (Espanha), em julho, e o Fúrum Mundial da Água, na Turquia, no ano que vem.

O coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, Lupércio Ziroldo Antonio, também destacou o papel fundamental da sociedade na promoção da sustentabilidade. Ele considera que nos últimos dez anos houve uma grande mudança comportamental, que levou as pessoas a verem a necessidade de participar da conservação dos recursos hídricos e perceberem que as mudanças só ocorreriam se elas se organizassem.

Lupércio lembrou que a indústria e a agricultura têm desenvolvido tecnologias que permitem menor consumo e a reutilização da água usada nos processos produtivos. Segundo o coordenador, hoje existem comitês de bacias em 16 estados brasileiros (135 em rios de domínio estadual; sete em rios de domínio da União e 15 em processo de formação), e que a perspectiva é encerrar 2008 com 190 comitês. "Os comitês são um modelo de política pública democrática. Eles abriram espaço para que pessoas de toda a sociedade possam se reunir num mesmo colegiado para discutir e buscar consensos em torno do uso e do cuidado das águas superficiais e subterrâneas", disse.

Lupércio apresentou o que considera os principais desafios para a implantação efetiva de um sistema integrado de recursos hídricos no País: Semi-Árido nordestino; a gestão costeira; revitalização e preservação dos cursos d'água; saneamento ambiental (abastecimento, esgotamento, drenagem e lixo); gestão transfronteiriça; e bacias Amazônica e do São Francisco. Ele encerrou defendendo a participação da sociedade nas discussões. "Somos hoje 30 mil pessoas que se envolvem direta ou indiretamente com as discussões sobre as águas. É muito pouco", disse.

Fonte: Agência Câmara